No que cremos

No que cremos

Culto

“O culto cristão é um ato religioso, através do qual o povo de Deus adora o Senhor, entrando em comunhão com ele, fazendo-lhe confissão de pecados e buscando, pela mediação de Jesus Cristo, o perdão, a santificação da vida e o crescimento espiritual. É a ocasião oportuna para a proclamação da mensagem do Evangelho de Cristo e para a doutrinação e congraçamento dos cristãos”.

Princípios de liturgia da Igreja Presbiteriana do Brasil; Cap. III artigo 7º

O culto é a expressão de vida, é a celebração que recorda os atos de Deus na história, é um diálogo entre o criador e suas criaturas, é a auto-revelação de Deus aos homens e a resposta dos homens a Ele.

O culto é dinâmico, porque é um encontro criativo dos homens com Deus, num relacionamento vivo, abrangente e vital.

Cultuar é vivificar a consciência pela santidade de Deus (Apocalipse 4,8–11), nutrir a mente com a verdade de Deus (João 8,31s), purificar a imaginação pela beleza de Deus (Salmo 51,1–17), abrir o coração ao amor de Deus (Atos 2,41–47) e dedicar a vontade ao propósito de Deus (Isaías 6,2–8).

Os principais elementos do culto são: a pregação da Palavra de Deus (elemento mais importante do culto cristão), a oração, a música, os sacramentos (Santa Ceia do Senhor e Batismo) e as ofertas. Esses elementos são os meios usados pelo adorador para se expressar. Segundo O. Haendler esses elementos são as “formas e funções por meio das quais a recepção e a ação litúrgica se efetivam e, mediante sua cooperação orgânica, suscitam e expressam o evento cultual”.

O culto cristão é prestado espiritualmente, com o auxílio do Espírito Santo; em Jesus Cristo, como único mediador e baseia-se no conhecimento verdadeiro de Deus, portanto é firmado na vontade de Deus de se encontrar com seu povo, e não numa decisão voluntária do adorador. Cada culto é um ato do Soberano Deus. Por isso é Ele que determina as características do verdadeiro culto com a centralidade da pregação.

O culto presbiteriano é bíblico, solene, espiritual, preparado com zelo e oferecido somente a Deus (teocêntrico) com ordem e decência: é louvor, adoração, submissão, glória e reverência e tem como objetivo promover a paz e a glória de Deus.

O culto deve mudar a vida do adorador porque atua em duas direções: horizontal e vertical. Na direção vertical encontra-se o relacionamento pleno com Deus e na direção horizontal o relacionamento com a sociedade.

Textos básicos: Romanos 11,33; 14,18; 15,16; , Filipenses 4,18; Apocalipse 15,4; 19,10; Hebreus 5,4; 13,15; Colossenses 3,16; Mateus 4,10; 28,19; 1Pedro 2,5; João 4,19–24.

Liturgia

A palavra “liturgia”, proveniente do grego, significa “serviço ao povo” de Deus e, consequentemente, se vincula facilmente ao culto. Liturgia/culto é vida que se apresenta diante de Deus. Para a Igreja Presbiteriana do Butantã, o culto é uma celebração festiva em grata resposta ao cuidado, à misericórdia e à graça de Deus para com cada pessoa.

Liturgicamente falando, a Igreja Presbiteriana do Butantã segue o Calendário Litúrgico Cristão, cultivando a criatividade e a beleza para que o culto também seja lugar de reflexão, crescimento espiritual e contemplação da beleza e santidade de Deus em todos os momentos e circunstâncias de vida que vivemos. 

Como diz o belo poema de Inês de França Bento e Luiz Carlos Ramos:

Em toda nossa existência,

Em nossas alegrias e angústias,

Em nossas esperanças e decepções,

Em nossos sonhos e limites,

Em nossos silêncios e diálogos,

Em nossas certezas e dúvidas,

Tu és nossa razão de viver.

Faz de nós

Tua eterna morada, Senhor. Amém.

Santa Ceia

“Pois eu recebi do Senhor o que vos transmiti: O Senhor, na noite que era entregue, tomou pão, dando graças o partiu, e disse: isto é o meu corpo que se entrega por vós. Fazei isto em memória de mim. Da mesma forma, depois de cear, tomou a taça e disse: Esta taça é a nova aliança selada com o meu sangue. Fazei isto cada vez que a bebeis, em memória de mim.” 1 Coríntios 11,23-25

A narrativa da Santa Ceia – última refeição de Jesus e seus discípulos antes da prisão e paixão – figura em Mateus, Marcos e Lucas. Nestes evangelhos, soma-se à santa ceia o fato de que Jesus anuncia um traidor dentre os seus discípulos mais próximos.

Pelo caminho de Emaús (Lucas 24,13-35) andavam os discípulos vencidos por causa dos sofrimentos dos últimos dias, dispostos a voltar para suas antigas profissões: eram pescadores. Foi quando Jesus ressuscitado lhes aparece. Mas não o reconheceram até que ele partiu o pão da mesma forma que fizera com eles dias antes.

A santa ceia é para nós da Igreja Presbiteriana do Butantã memória. Reconhecemos que o pão, representando o corpo de Jesus, e o vinho, representando o seu sangue, são a entrega dele em nosso lugar. Rememoramos os seus ensinamentos e por eles nos pautamos dia a dia. Rememoramos seu sofrimento em nosso lugar e reconhecemos seu amor por nós. Rememoramos sua vida e reconhecemos o quanto precisamos crescer.

A santa ceia é para nós da Igreja Presbiteriana do Butantã comunhão. Comunhão com Jesus, primeiramente. Cremos que Jesus está presente no momento da santa ceia. Mas também comunhão com todos aqueles e aquelas que comem do mesmo pão e bebem do mesmo vinho. Destacamos nossa unidade em Jesus Cristo, conseguida por meio de sua morte e ressurreição. A santa ceia é o sinal de nossa união com Cristo e com os irmãos e irmãs. É uma felicidade só quando nos reunimos!

A santa ceia é alimento para a alma, símbolo de fé e esperança.

Santa Ceia: 3° Domingo: Culto Matutino

Oração

“De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos”. Lucas 11,1

A oração é muito importante na vida do crente. É o momento em que falamos com Deus. E falamos o que Ele já conhece em nós mesmos. E alguém perguntaria: “E por que orar então?”

Oramos, reconhecendo nossa fraqueza, nossa inconstância, nossos medos, nossas horas ruins. Mas também declaramos em nossa oração nossas alegrias, nossa gratidão, nossa dependência.

Quando olhamos para os Salmos, lembramos que aquelas eram as orações do Povo de Deus. Orações que contemplam cada etapa da vida, que demonstram a proximidade da relação com Deus.

Orar significa isto: estar mais perto de Deus.

Como diz o hino:

Bendita a hora de oração

Que acalma o aflito coração

Que leva ao trono de Jesus

Os rogos para auxílio e luz!

Em tempos de cuidado e dor,

Refúgio tenho em meu Senhor;

Vencendo o ardil e a tentação,

Bendigo a hora de oração.

E se a oração é estar mais perto de Deus, ela se torna uma necessidade em nossas vidas, assim como comer, beber, dormir, descansar, etc. Lemos de um pensador as seguintes palavras:

Realmente desejo compreender um pouco da Tua Verdade, em que meu coração já acredita e a qual ama. Não busco compreender, a fim de poder crer; mas creio, para que possa compreender; e o que é mais, creio que a menos que eu acredite, não compreenderei.

Música

“Salmodiai a Deus, cantai louvores;

salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores”. Salmo 47,6

A Música na Igreja Presbiteriana do Butantã é muito importante. Expressão de gratidão a Deus e, ao mesmo tempo, de reflexão sobre o sagrado em nossas vidas, os hinos e cânticos recebem atenção cuidadosa quanto à sua teologia e como cada um deles pode ser aplicado em momentos muito diferentes nas vidas daqueles que aqui congregam.

Te Deum (A Ti, Deus) é o hinário da Igreja Presbiteriana do Butantã em cujo processo de formalização não foram deixados de lado o louvor brasileiro, hinos que evocam o nosso imaginário sagrado.

O Coral da Igreja Presbiteriana do Butantã é também um importante ministério na área musical de nossa igreja. Ensaios sérios e compenetrados sempre com uma boa dose de humor são o que motivam a unidade deste grupo que se dedica a cantar para o Senhor.

Os Cânticos Espirituais têm em suas letras a imprescindível relação com Deus e tomam experiências comuns do dia a dia como seus temas, nossas buscas de Deus.

O que sempre queremos manifestar diante de Deus é que é muito bom cantar louvores ao nosso Deus por tudo quanto Ele faz por nós!

Escola Bíblica Dominical

Cremos que a Escola Dominical é o alicerce de uma igreja sadia e madura, pois abre espaço privilegiado para o ensino, debate e compreensão de todo o conselho de Deus, tornando-se agência transformadora de vidas.

Por meio da Escola Dominical podemos compreender a vida que Deus nos propõe e a bênção de sermos únicos em nossa essência. Desde os primeiros instantes da vida cristã, a Escola Dominical tem sido o instrumento maior da igreja, a fim de alcançar a fé e o entendimento que leva à vida plena.

A Escola Dominical na IPBut:

1) É centrada nos interesses e necessidades dos alunos que a frequentam. Os alunos têm o lugar central na classe. Ela é dividida não só por faixas etárias, mas também por temas de interesse.

2) A divisão das classes segue a seguinte disposição: Berçário, Jardim, Intermediário, Adolescentes, Jovens e Adultos (Classe Logos e Vida Cristã).

3) Os professores são membros da comunidade que amam ensinar e que buscam diariamente a capacitação para tal realização, com criatividade e exemplo de vida.

4) As aulas são ministradas em salas adequadas, com início às 11h e término às 12h aos domingos.

5) O material utilizado é escolhido pela própria classe junto com os professores, considerando a prioridade de escolha de temas bíblicos, reformados, contextualizados e atualizados que auxiliem os alunos no crescimento da sua vida de forma integral (espiritual, social e material).

Mensagens dos Pastores

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” - Filipenses 4,4

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“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores.” - Tiago 5,13
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